POLÍTICA: Conheça a tragetória do primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni PDF Imprimir E-mail

Paolo GentiloniPrimeiro-ministro encarregado da Itália, o chanceler Paolo Gentiloni, de 62 anos, tem uma trajetória bastante discreta, apesar de passagens por cargos de destaque.


Nascido em Roma, o novo premier é membro de uma família de nobres italianos, tem formação católica, se graduou em ciências políticas e trabalhou muitos anos como jornalista. Sua vida política começou na década de 1970, quando integrou movimentos comunistas sem representação no Parlamento.

Já nos anos 1980, se aproximou do ambientalismo e dirigiu uma revista chamada “Nuova Ecologia”. Nesse mesmo período, conheceu Francesco Rutelli, prefeito de Roma entre 1993 e 2001 e de quem foi porta-voz durante seu mandato na capital italiana. Além disso, Gentiloni foi secretário de Turismo da “cidade eterna”.

Em 2001, coordenou a campanha de Rutelli para primeiro-ministro, quando o então prefeito foi derrotado pelo conservador Silvio Berlusconi. Após as eleições daquele ano, entrou para a Margherita, partido social-democrata que mais tarde seria incorporado pelo centro-esquerdista Partido Democrático (PD), liderado hoje por Matteo Renzi.

Entre 2006 e 2008, Gentiloni chefiou o Ministério das Comunicações no governo de Romano Prodi, após o que começou a se aproximar de Renzi, que iniciava sua meteórica ascensão na política italiana ao assumir a Prefeitura de Florença. Em 2013, tentou se candidatar pelo PD a prefeito de Roma, mas acabou derrotado nas primárias.

Apesar disso, se manteve próximo a Renzi e, em outubro de 2014, foi nomeado ministro das Relações Exteriores da Itália, substituindo Federica Mogherini, que assumira pouco antes a diplomacia da União Europeia. Além disso, é deputado desde 2001 e já chefiou a comissão parlamentar de vigilância sobre a RAI.

Na vida pessoal, é igualmente discreto. Vive na mansão da família com sua esposa, a arquiteta Emanuela Mauro. O casal não tem filhos. Tido como “low profile”, Gentiloni possui perfil moderado e um histórico livre de polêmicas. Não causa grande entusiasmo, mas também não provoca animosidades extremas.

“Para dizer que alguém é um cretino, usa perífrases de meia hora. É um homem cauteloso, alguns cromossomos da diplomacia são inatos a ele. Diz as coisas mais radicais da maneira mais suave possível”, conta o deputado Ermete Realacci, seu amigo de longa data.

Como primeiro-ministro, colocará à prova suas habilidades políticas, principalmente para negociar uma nova lei eleitoral com o Parlamento mais dividido da história republicana da Itália. No entanto, dadas as suas características, é pouco provável que faça sombra a qualquer um, principalmente ao aliado Renzi, que logo iniciará a corrida para voltar ao Palácio Chigi.

 

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