Itália tem risco cada vez maior de sofrer ataque terrorista, diz relatório PDF Imprimir E-mail
Itália tem risco cada vez maior de sofrer ataque, diz relatórioA Itália enfrenta um risco “cada vez mais concreto” de que algumas pessoas “radicalizadas em casa” decidam fazer ataques terroristas em território italiano, informa o relatório anual da Inteligência do país enviado para o Parlamento.


Segundo o documento, os italianos que se radicalizam usam “atividades de autodoutrinamento e treinamento com manuais online, baseados no proselitismo a favor do Daesh [Estado Islâmico, ex-Isis] e são declaradamente intencionados a chegar aos territórios do Califado”.   


No entanto, por causa das crescentes dificuldades em chegar à Síria e ao Iraque, muitos podem decidir não partir e fazer ações na Itália como mostra de fidelidade ao EI.   


Ainda de acordo com o documento, há uma “pesada campanha intimidatória” dos jihadistas contra a Itália e também contra a figura do papa Francisco. Porém, os agentes de Inteligência ressaltam que, até o momento, o sistema de segurança italiano funcionou, tanto que eventos de grande interesse nacional, como o Jubileu da Igreja Católica e a Expo Milão, aconteceram sem nenhum incidente terrorista.   


Após a apresentação do documento, o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, destacou que essas ameaças de segurança “não são respondidas fechando-se, mas aceitando o desafio”. “Mais segurança não significa menos liberdade”, ressaltou.   


“Os cidadãos italianos podem ficar seguros, não com a falta de ameaças porque seria uma ilusão , mas da qualidade muito alta de quem trabalha para combatê-las”, acrescentou o premier.   


Entre as maiores potências da Europa, a Itália é o único país que não sofreu com ações jihadistas, que ocorrem desde 2015 na França, Alemanha e Bélgica.

 

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