Amanda Knox pretende voltar a cenário de crime na Itália PDF Imprimir E-mail

A norte-americana Amanda Knox, absolvida em 2015 do assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, pretende voltar a Perúgia, na Itália, cenário do crime que chocou o país em 2007.   


Em uma entrevista à revista “People”, Knox, hoje com 30 anos, admitiu que a “assusta” a ideia de voltar a pisar em solo italiano, mas que essa seria uma forma de criar novas memórias em relação à península e à capital da Úmbria.   


“Entre meus projetos, está aquele de voltar a Perúgia. Quero voltar para ser apenas mais uma na multidão, ter uma memória que não esteja ligada ao processo, então essa poderia ser minha última lembrança daquele lugar”, afirmou. 

Libertada da cadeia, em 2011, após quatro anos presa, Knox voltou imediatamente para sua cidade, Seattle, nos Estados Unidos, onde vive até hoje. Ela mantém desde 2015 uma relação com o norte-americano Christopher Robinson, 35.   


Escritora, Knox já lançou um livro, pelo qual recebeu US$ 3,8 milhões, e está preparando outro.   


Relembre o crime – O homicídio ocorreu na cidade italiana de Perúgia, onde Knox e Kercher dividiam um apartamento, em novembro de 2007. O corpo da britânica foi encontrado na residência em que elas moravam degolado, seminu e com uma série de feridas.   


O caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam.   


Ao lado do marfinense Rudy Guede, que vivia com as duas e foi condenado em definitivo a 16 anos de prisão, Knox e o italiano Raffaele Sollecito – na época namorados – foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle.   


A beleza da norte-americana também foi outro chamariz para o crime. Na Itália, ela ficou conhecida como “a diaba com rosto de anjo”. O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação anulou o processo por conta de uma série de falhas na perícia.   


No mesmo dia em que foi libertada, a norte-americana voltou para a casa de sua família em Seattle. No fim de 2013, o mesmo tribunal determinou a reabertura do caso, já que a inocência dos dois não tinha sido comprovada, culminando em uma sentença condenatória da Corte de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.   


Contudo a decisão foi novamente derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo.

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