Chefe da Guarda Suíça admite chance de atentado terrorista no Vaticano PDF Imprimir E-mail
O chefe da Guarda Suíça, os agentes de elite que protegem o Vaticano, comandante Christoph Graf, informou que o corpo militar "está pronto" para enfrentar um ataque terrorista e proteger o papa Francisco.

A afirmação foi dada durante um evento com cerca de 450 ex-Guardas na cidade de Solothurn e foi repercutida pelo site católico suíço "Cath.ch".

"Pode ser que seja apenas uma questão de tempo até que um atentado ocorra em Roma. Mas, estamos prontos também para isso", disse o comandante ao falar sobre o recente ataque ocorrido em Las Ramblas, em Barcelona, que deixou 13 mortos.

Graf ainda ressaltou que os agentes que protegem o Papa "não são apenas alvo para fotografias por conta de seus trajes pitorescos e espadas", mas sim uma "tropa de proteção treinada nas técnicas mais modernas".

"Isso é ainda mais necessário em caso de ataques como o que ocorreu em Barcelona. A Guarda Suíça adapta constantemente a sua formação aos desafios atuais. Assim, a Escola Inicial de recrutamento foi ampliada de dois para quatro meses e foi organizada em parceira com a polícia cantonal do Ticino", acrescentou.

A Guarda Suíça atua na segurança do Papa desde 1506 e é formada por cerca de 135 militares de elite. Cada agente assina um contrato de dois anos para atuar na equipe, mas precisa seguir as regras estipuladas há mais de 510 anos - incluindo a proibição de dormir fora dos muros da cidade-Estado durante seu contrato, tendo que passar as noites na "caserna" histórica da entidade.

Ameaças constantes


Tanto o Vaticano como a Itália são alvos constantes da propaganda de grupos terroristas, especialmente, do Estado Islâmico. As ameaças de ataque vão desde ações contra os pontos turísticos famosos ou contra os "cruzados" - como os jihadistas chamam os cristãos que seguem a Igreja Católica de Roma. Em um dos vídeos de propaganda, por exemplo, os extremistas mostraram um tanque de guerra avançando contra o Coliseu.

A Itália é a única grande nação da Europa Ocidental que ainda não sofreu atentados terroristas do EI, ao contrário do Reino Unido, França, Alemanha e Espanha.
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