Francesco de Gregori PDF Imprimir E-mail

ImageFrancesco De Gregori é um poeta da musica italiana. As palavras de seus textos são imagens que se compõem e desfilam em nossa mente, através de belíssimos acordes. Ele fala de amor, de politica, das pessoas e de suas relações... deixando um convite para pensar e se possível ... mudar: "La storia siamo noi, siamo noi che scriviamo le lettere ... siamo noi che abbiamo tutto da vincere o tutto da perdere."

Nas suas letras e na sua biografia esta presente a coerência com seus princípios, o que nos recorda as palavras de Sartre: "o artista não é um mercador da arte, a arte é para ele uma maneira de expressar e de transformar o mundo. O artista não pode se limitar a descrever, mesmo se não quer, ele é um ator."

Na sua historia de vida e de artista vem acumulando sucessos, diversos prêmios e, especialmente o amor de todas as gerações que compõem o seu imenso numero de fãs.

Francesco De Gregori nasceu em Roma (04/04/1951) e passou parte de sua infância em Pescara, mas no final dos anos 50 retornou definitivamente para a capital. Em Roma frequentou o Colégio Clássico Virgilio, onde participou efetivamente dos movimentos políticos e estudantis de 68.

Inspirado nas musicas e letras de Fabrizio de Andrè e de Bob Dylan, De Gregori começou a apresentar-se como cover de Fabrizio de André e como interprete das musicas de Dylan e Leonard Cohen, traduzidas para o italiano, no Folkstudio, local amado e visitado por músicos de todo o mundo quando visitavam Roma. Nesse período começou compor e incluiu no repertório algumas de suas musicas. Posteriormente com a pesquisadora e interprete Caterina Bueno que De Gregori realizou uma longa tournèe como guitarrista e a quem dedicou anos mais tarde a musica Caterina, que fezz parte do seu álbum Titanic.


Lançou diversos álbuns com canções inesquecíveis, como "Natale", "Raggio di sole", "Due zingari" e "Generale", que se transformou em um hino pacifista: "Generale queste cinque stelle, queste cinque lacrime sulla mia pelle ... che senso hanno dietro al rumore di questo treno che è mezzo vuoto e mezzo pieno ... e va veloce verso il ritorno tra due minuti è quasi giorno è quasi casa… ...è quasi amore."

Em 1979 De Gregori reiniciou suas apresentações em publico e com Lucio Dalla e Ron levou aos estádios italianos um tour importante na historia da musica italiana, Banana Republic, que reabriu a época dos grandes concertos de massa, obscurecida pela violência e pelas contestações. Dessa tuonèe nasceram um disco e um filme. Logo em seguida registrou o album "Vival'Italia" com objetivo de fundir a sua melodia com a sonoridade internacional, De Gregori se valeu da produção de Andrew Loog Oldham (ex-produtor de Rolling Sones) e de outros musicos dos EUA.

Em 82 reeditou canções de 68, e algumas se uniram ao premio Oscar da musica no filme "A Vita è Bella", de Roberto Begnini. "Amore nel pomeriggio" conquistou a placa "Targa Tenco" por melhor álbum de 2001 e o título de melhor álbum pop/rock italiano no referendum de "Musica e Disch", enquanto "il cuore di Salò" ganhou o premio de melhor texto na "Italian Music Award".

Depois de três anos de ausência dos palcos, De Gregori retornou com um sucesso tremendo nos maiores teatros italianos, dando vida ao álbum " Fuoco Amico - live 2001"

No verão de 2002 De Gregori iniciou um tour com outros três grandes nomes da musica italiana: Pino Daniele, Fiorella Mannoia e Ron. Esse tour nasceu da exigencia de verificar o "estado da arte", dessa popular arte que é a musica italiana de qualidade, através de um novo modo de propor-la ao publico e criando assim um fantástico e inesquecível espetáculo.

O evento pode ser apreciado no album duplo e DVD "In tour".

No ano sucessivo com o algum "Mix" e "Mix film" ofereceu 31 musicas e imagens que talvez seja o retrato mais completo da maturidade do grande artista Francesco De Gregori. Com um novo tributo a Bob Dylan.No álbum "Pezzi" (2005), com um título sem chave de leitura e com (talvez) a referência a um mundo feroz que nenhuma politica pode salvar, como parece expressar o texto " Vai in Africa Celestino"; uma canção sobre o anti-inferno e o livre arbítrio.Calypsos (2006) é o seu recente álbum e é um dos sucessos de publico e de critica, especialmente com as musicas " La Linea della Vita" e "Cardiologia".
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