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Franco Frattini pede a ministro israelense libertação de italianos PDF Imprimir E-mail
Franco FrattiniO ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, solicitou a seu homólogo israelense, Avigdor Liberman, que os estrangeiros que estavam a bordo dos navios atacados pelo país possam deixar a região.
   
O chanceler da nação europeia pediu em um telefonema para "assegurar-se que as conclusões" sobre os cidadãos retidos pelas autoridades -- entre os quais há seis italianos -- "sejam finalizadas rapidamente", para que "os presos possam deixar Israel".


De acordo com uma nota divulgada pelo ministério italiano, Liberman falou sobre os procedimentos em relação aos estrangeiros e assinalou que dificuldades foram encontradas devido à recusa de alguns deles em permitir sua identificação.
   
Segundo a divisão da Frota da Liberdade na Itália -- que comandava os navios de ajuda humanitária atacados pela Marinha israelense --, os ativistas retidos serão acusados por Israel de "ingresso ilegal no país".
   
A organização afirmou que a imputação é "ridícula", considerando que as embarcações foram interceptadas "a 75 milhas da costa e levadas à força, contra a própria vontade, a território israelense pelas Forças Armadas".
   
Conforme informou a subsecretária italiana de Relações Exteriores, Stefania Craxi, que se encontra em Jerusalém, os seis ativistas do país detidos "estão todos bem, apesar de que a única mulher entre eles, a jornalista Angela Lano, é a que foi mais testada".
   
O número de ativistas apreendidos é de mais de 480 no total, entre estrangeiros, palestinos e árabes-israelenses. A maioria deles foi retida por ter se oposto à repatriação forçada. A preparação para a partida dos 48 que aceitaram a medida já está sendo feita.
   
"Esperamos" que os italianos presos em Israel "sejam soltos todos no tempo mais breve possível", havia declarado Frattini na manhã de hoje à imprensa local.
   
A nota divulgada pela chancelaria informa que a Embaixada em Telaviv continuará a monitorar a situação dos cidadãos e a trabalhar junto às representações dos outros países.
   
Falando aos jornalistas, o porta-voz do ministério, Maurizio Massari, garantiu o "máximo apoio institucional aos italianos" e afirmou que a embaixada segue "com a máxima atenção" o caso e procura assegurar a "máxima tutela dos direitos" dos envolvidos.
   
De acordo com o funcionário, a Unidade de Crise da chancelaria está em contato constante com os presos, os representantes italianos em Israel e entre os ativistas pró-Palestinos, além das famílias dos detidos. (ANSA)

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