Agostino Steffani PDF Imprimir E-mail

Agostino SteffaniAgostino Steffani nasceu em Castelfranco Veneto no dia 25 de julho de 1654 e faleceu em Frankfurt am Main no dia 12 de fevereiro de 1728. Foi um cantor, compositor, organista, diplomata, e Bispo-titular católico da Itália.


Nasceu no seio de uma família pobre. Cresceu e foi educado em Pádua. Iniciou sua carreira musical como cantor do coro da Basílica de São Marcos em Veneza, e dali foi contratado pelo conde Tattenbach, indo para Munique, onde sua educação foi completada às custas do eleitor Fernando Maria da Baviera, para quem trabalhou depois como músico da corte. Após receber uma instrução adicional de Johann Kaspar Kerll, o mestre de capela da corte. Em 1672 Steffani foi para Roma estudar com Ercole Bernabei, que mais tarde seria apontado como o sucessor de Kerll em Munique. Publicou sua primeira obra, Psalmodia vespertina (1674). Steffani foi nomeado organista da corte e em 1680 ordenado padre.

Contudo, durante esse período, Steffani centrava-se sobretudo na composição de óperas, num estilo claramente influenciado por Legrenzi e por outros compositores venezianos, mas isso não impediu que voltasse sua atenção para a música de teatro, escrevendo óperas e excercendo significativa influência sobre toda a música dramática de sua geração, inclusive impressionando Händel.


Em 1688 aceitou uma colocação em Hanover e assumiu a função de mestre de capela, sendo favoravelmente recebido na corte e iniciando uma longa série de triunfos musicais na ópera local. Em 1692 foi enviado em viagem a vários principados alemães na condição de diplomata, e desempenhou-se tão bem que o papa Inocêncio XI o sagrou Bispo de Spiga. Em 1698 mais uma vez foi enviado em missão diplomática a Bruxelas, e depois da morte de seu patrono no mesmo ano, passou a trabalhar para o Eleitor Palatino em Dusseldorf, ocupando os cargos de conselheiro privado e protonotário da Santa Sé. Nestas altas funções já não podia apresentar óperas sem quebra no decoro, mas usando o nome de seu secretário continuou a produzir obras dramáticas. Em 1724 a Academia de Música Antiga de Londres o elegeu membro honorário vitalício, e em agradecimento ele lhes enviou um grande Stabat Mater e três madrigais, que exibem características vanguardistas. Visitou a Itália pela última vez em 1727, e logo após seu retorno à Alemanha faleceu em Frankfurt. Além de uma grande quantidade de óperas, deixou composições sacras, obras câmara, coros e peças orquestrais. Steffani fez muito pela popularização da ópera no norte da Europa, combinando o estilo veneziano com elementos do estilo francês.

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