NOTIZIE - TERREMOTO

DRA. MARIA GRACE RUIZ: "Stress Pós-Traumático" no caso do acidente do navio italiano Costa Concordia PDF Imprimir E-mail

Dra. Maria Grace Ruiz analisa o stress ocasionado pelo navio italiano que naufragouSaber reagir na hora do acidente, faz a diferença de viver ou morrer, como o ocorrido com o navio italiano "Costa Concordia", que tragicamente naufragou recentemente. Os sobreviventes da tragédia tem como características parecidos, se analisarmos o modo como reagem em situações de estresse, e como lidam com o medo no cotidiano depois de terrível experiência.


Como o cérebro reage diante de uma tragédia e as formas subconscientes pelas quais enfrentamos os perigos, e por que alguns de nós se saem muito melhor que outros.

 

Vamos entender o é a paralisia da razão:

 

O inglês Dr. JHohm Leach estuda a reação das pessoas em situações de risco, como desastres aéreos, terremotos e como agora o lamentável acidente do navio italiano "Costa Concordia".

 

Depois de mais de 27 anos estudando como reagem os sobreviventes de acidentes terríveis, o psicólogo Dr. Johon Leach descobriu que algumas pessoas, o cérebro trava, deixando o indivíduo imóvel, sem ação para se salvar.

 

Após trabalhar como instrutor de técnicas em sobrevivência na força aérea britânica, que o psicólogo inglês, resolveu investigar cientificamente, porque as pessoas reagem de maneira tão diferentes, quando correm risco de vida. Especializou-se em neurociências e, aos 57 anos, é considerado um dos maiores especialistas do mundo no assunto.

 

Vejam agora o que o Dr. John conseguiu entender nesses anos de estudo:

 

"Compreendi que o nosso cérebro não funciona plenamente quando mais precisamos dele. No momento em que vítimas de um acidente percebem a tragédia, elas perdem no ato, sua capacidade cognitiva.

 

As pesquisas do Dr. John mostram que isso aconteceu porque a área responsável pela maior parte do raciocínio, reduz drasticamente sua atividade, em caso de emergência; restam apenas reações automáticas.

 

Essa situação ocorre com todas as pessoas; umas reagem e outras ficam paralizadas. Até mesmo com aquelas pessoas de mais "sangue frio". No cotidiano cada pessoa tem reações diferentes nessas situações. Muitas tomam a decisão certa por pura sorte. Outras fazem isso mecanicamente, seu uso do intelecto. São pessoas que já vivenciaramuma situação de emergência antes, ou pessoas que passaram por algum treinamento profissional para saber lidar em caso de acidente, pois já aprenderam em treinamentos, que devem localizar e se dirigir para saídas de emergência.

 

Saber agir na emergência faz a diferença de ficar vivo ou morrer. Existem pessoas que ficam imóveis e não conseguem sair do lugar, sem ajuda ficam anestesiadas pela tragéida, como se não houvessem acontecido um acidente, e se não ajudados morrem imóveis no local. Dessa maneira necessita terem funcionários treinados e preparados para ajudá-los, caso haja acidentes. Preparados para salvarem vidas! Outros sobreviventes retornam a razão em questão de minutos, só esses que costumam se salvar sem ajuda alheia. Isto só acontece com 10% do total de pessoas no local. A mesma situação vai se dar com alguns sobreviventes que irão precisar de um tratamento psíquico com sessões de psicoterapia para retornarem a normalidade da vida, livrando-se do "stress pós-traumático", vivenciado no acidente.

 

Dra. Maria Grace Ruiz é psicanalista, psicóloga clínica, professora, palestrante, radialista e presidente do IMEPSICO.

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