
Uma das maiores árvores da Europa, a monumental Ficus magnoliídeas localizada na histórica Piazza Marina, em Palermo, encontra-se gravemente doente e está mobilizando autoridades e cientistas locais.
A planta, com cerca de 162 anos, possui uma copa impressionante que cobre aproximadamente 10 mil metros quadrados, tornando-se um dos símbolos naturais mais emblemáticos da cidade.
A situação levou à mobilização conjunta da Prefeitura de Palermo, da Universidade de Palermo e do Departamento Florestal da região, que iniciaram uma investigação para identificar as causas da deterioração da árvore e avaliar possíveis medidas para salvá-la.
Segundo reportagem do jornal “Repubblica Palermo”, especialistas já estão realizando análises científicas para compreender a extensão do problema.
O reitor da universidade, Massimo Midiri, afirmou que a instituição está comprometida em agir rapidamente. “Faremos tudo o que pudermos para salvá-la”, declarou ele, após receber um alerta formal de pesquisadores do Departamento de Ciências Agrícolas, Alimentares e Florestais.
De acordo com os professores Paolo Inglese e Antonio Motisi, especialistas em cultivo de árvores da universidade de Palermo, o estado da planta é preocupante.
“A árvore inteira é sustentada por raízes aéreas, verdadeiras colunas, e permanece imóvel, mas algumas partes podem cair. Não é uma planta eterna. Tem 162 anos e uma parte significativa está em mau estado de saúde”, afirmaram.
Entre as hipóteses investigadas está a traqueomicose, uma infecção fúngica que ataca as raízes e compromete a circulação de seiva da planta. A suspeita foi apresentada em carta enviada ao reitor por Inglese, Motisi e pelo diretor do Jardim Botânico de Palermo, Rosario Schicchi.



