
A premiê da Itália, Giorgia Meloni, reiterou que o país não participará de nenhuma missão militar para furar o bloqueio imposto pelo Irã no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico.
A primeira-ministra se pronunciou após críticas da oposição por conta de um documento divulgado pelo governo britânico que cita o desejo de Alemanha, França, Holanda, Itália, Japão e Reino Unido de participar de uma operação para garantir a segurança da navegação comercial em Ormuz.
“Quero ser clara porque me parece que houve algumas interpretações um pouco forçadas. Ninguém quer uma missão da Itália para forçar o bloqueio do estreito”, disse Meloni após uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas.
“O que nos perguntamos é como podemos dar a nossa contribuição, em acordo com as partes, para defender a liberdade de navegação quando houver condições, em uma fase pós-conflito”, acrescentou.
Após a divulgação do documento pelo governo britânico, lideranças da oposição cobraram um posicionamento de Meloni para esclarecer se o governo estava arrastando a Itália para a guerra no Oriente Médio.
“Um plano com França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Japão e Holanda para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz. É assim que Giorgia Meloni está levando a Itália à guerra”, disseram Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni, líderes da coalizão Aliança Verdes e Esquerda (AVS).
Nos dias anteriores, no entanto, ministros italianos, como Guido Crosetto (Defesa) e Antonio Tajani (Relações Exteriores), vieram a público para defender que uma eventual missão naval no Estreito de Ormuz deve ocorrer apenas sob a égide da ONU.



