
BOTTO: Como está sendo esta experiência de interpretar um vilão na novela intitulada “Passione”?
GIANECCHINI: É uma delícia, pois nesse personagem consigo usar vários elementos com que eu nunca pude trabalhar. Porque o mocinho tem que ser muito simples, não cabe trazer grandes elementos pra ele. Esse personagem não, quanto mais eu trouxer, mais ele fica interessante, mais colorido ele fica. Como ator está sendo incrível trabalhar isso porque eu estou me descobrindo, estou descobrindo como é trabalhar com outras nuances, outros registros de interpretação. Além de tudo é uma delícia. E agora eu estou me divertindo mesmo, quando eu vou gravar parece que estou indo para me divertir.
BOTTO: Você fez alguma espécie de laboratório para incorporar o Fred?
GIANECCHINI: O Fred tem características de várias referências que eu tenho de várias facetas de nosso país. Ao mesmo tempo que ele é um sedutor, ele é um canalha e irá aprontar muito ao lado de Clara, interpretada pela Mariana Ximenes. Estou gostando muito desta experiência e adoro fazer trabalhos do Silvio de Abreu, que me abriu portas em vários segmentos da dramaturgia.
BOTTO: Gianhecchini e Cisotto são sobrenomes italianos. Você tem contato com a comunidade italiana?
GIANECCHINI: Sempre adorei as coisas da Itália e minha origem é italiana. Infelizmente nunca tive a oportunidade de ter contato com as pessoas que fazem parte desta enorme comunidade aqui no Brasil, mas gostaria de me aprofundar e conhecer melhor todas essas coisas que estão ligadas diretamente com as nossas origens.
BOTTO: Você foi muito criticado no início da sua carreira por ser imaturo e ter vindo do mundo da moda. Como você lidou com essas críticas?
GIANECCHINI: No início era difícil, mas foi a própria vida e a experiência, que me fizeram amadurecer como ser humano e profissional. Os obstáculos, experiências, e as pessoas que cruzaram meu caminho, ajudaram muito em meu amadurecimento. E procuro estudar, fazer cursos, textos, observar.
BOTTO: Ter sido casado com uma pessoa pública atrapalhou na época do início profissional?
GIANECCHINI: Acredito que o nível de exigência aumenta, mas nunca vi isso como um problema. O fato de ser casado com a pessoa Marília Gabriela só me ajudou. Não é todo mundo que tem a chance de ter ao lado uma mulher inteligente, bem-humorada e companheira num momento tão importante.
BOTTO: Qual a mensagem que você deixaria para toda a imensa coletividade ítalo-brasileira que nos acompanha?
GIANECCHINI: Minhas raízes são italianas, sou apaixonado pela Itália e pela cultura italiana. Na Itália você encontra em cada esquina um momento histórico e cultural da nossa civilização. É fascinante a cultura italiana, assim como a gastronomia. A mensagem que eu deixaria para todos os italianos que estão acompanhando a Rádio Italiana é de amor. Curtam a vida e amem muito, amem sua companheira, seu companheiro, seus pais, seus filhos, seus amigos. Só com o amor podemos construir um mundo e um futuro melhor.




