
"Se fosse inocente, como várias vezes ele reiterou, Cesare Battisti deveria fornecer evidências tangíveis à Magistratura – como sugeri que fizesse, mas que até agora isso não aconteceu", comentou ele. Torregiani é filho do joalheiro Pierluigi Torregiani, que morreu durante um tiroteio travado contra membros do grupo da extrema-esquerda PAC.
Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o movimento.
Alberto Torregiani participou de uma manifestação na cidade italiana de Pordenone para solicitar a extradição de Battisti, que está preso no Brasil desde 2007.
Há dois anos, o ex-militante recebeu o status de refugiado político pelo então ministro da Justiça Tarso Genro, o que impediu seu envio para Roma.
O protesto teve a participação de autoridades locais, como o líder do Partido Liga Norte no Conselho Regional do Friuli-Venezia Giulia, Danilo Narduzzi, o vice-presidente da província de Pordenone Eligio Grizzo e o assessor provincial Stefano Zannier.
Durante a manifestação, Torregiani disse acreditar na Justiça e ser muito grato aos italianos que assinaram a petição.
O caso de Battisti foi analisado em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apesar de autorizar sua extradição, determinou que a palavra final caberia ao chefe do Executivo.
Em 31 de dezembro passado, no último dia de seu mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o italiano no Brasil, acatando o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).
Agora o caso volta ao STF, que deve analisar se a decisão do ex- mandatário está de acordo com o tratado bilateral.




