
Malkki, finlandesa de 42 anos, se disse "orgulhosa e honrada" de entrar em um espaço até agora predominantemente masculino e considerou "altamente simbólica" sua estréia no La Scala.
A este respeito, Conti disse à ANSA que, embora as mulheres tenham pisado só recentemente no palco como diretoras (citando Carmen Maria Carneci e Claire Gibault), "nunca foi, como no caso de Malkki, para dirigir uma ópera. Todavia, se contam nos dedos de uma mão o número de mulheres chamadas para ficar à frente de orquestra. Ainda há muito preconceito".
A diretora considerou que isso ocorre na Itália, mas também na Espanha, França, Portugal, Bélgica e em países sul-americanos. "A Alemanha, pátria da música, tampouco é a exceção", disse ela.
Conti viveu na própia pele muitas histórias de discriminação vinculadas à sua profissão. Para conseguir ter em suas mãos uma batuta, ela teve que viajar para o Japão, onde assumiu o comando da Filarmônica de Tóquio, na capital japonesa.
É uma história feita de discriminações, mas também de sucessos. Por exemplo, o grande pianista, compositor e maestro da orquestra norte-americana Leonard Bernstein, a convidou para estar ao seu lado em Roma, em 1989, para dirigir a Orquestra de Santa Cecília. E acaba de retornar de Pittsburgh, onde superou um teste difícil: um concurso para diretora de orquestra. (ANSA)




