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Ministros do G8, reunidos em Roma, defendem estabilidade social

Os ministros do Trabalho do G8 e das principais economias emergentes, entre elas as do Brasil e México, reunidos desde domingo em Roma, defenderam um sistema de proteção social que garanta a estabilidade em meio à crise econômica mundial.

 

Para o ministro do Trabalho Carlos Lupi, que falou à AFP, os governos do mundo devem "injetar dinheiro público em empresas privadas em troca de garantias sociais, entre elas o emprego".

 

"A crise não foi criada pelos trabalhadores, mas sim pelo sistema financeiro, que acreditava ser intocável, perfeito", disse.

"Nada mais justo do que exigir a garantia do emprego. É uma opinião democrática, que acho que foi bem recebida", acrescentou.

 

"Apoiar a renda das famílias, as aposentadorias, o consumo, a poupança e os investimentos é reativar a confiança no futuro", afirma o documento elaborado pela presidência da chamada "cúpula social" do G8, da qual também participam as economias emergentes.

 

Os ministros de Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, França e Rússia, junto com os de Brasil, México, China, África do Sul e Egito, analisaram durante dois dias "a dimensão humana" da crise econômica e debateram sobre a necessidade de aprovar um pacto global que garanta o emprego e as medidas de proteção social, com o objetivo de reativar a economia de todos os continentes.

 

"Temos que trabalhar juntos para sair da crise global com um pacto global que tome medidas globais", declarou o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, no encerramento da reunião.

 

A Itália ocupa a presidência rotativa do G8 este ano.

 

"Esperamos assinar este pacto durante a reunião do G20, que começa na quinta-feira em Londres, ou durante a cúpula na ilha italiana de Magdalena", afirmou Berlusconi.

 

"Um pacto", continuou, em seu tradicional estilo midiático, "que transforme o pessimismo em otimismo, a desconfiança em confiança e o medo em esperança".

 

"Para nós, como para o Brasil, é necessário apoiar os trabalhadores, mas para isso devemos apoiar os geradores de emprego, que são os que dão trabalho", estimou por sua vez o secretário de Desenvolvimento Social mexicano, Ernesto Cordero Arroyo.

 

"Estamos convencidos de que estamos avançando pelo caminho e pela estrada certos. Também ficamos satisfeitos com a maneira como foi conduzida a reunião, de forma aberta e democrática. A situação dos países emergentes foi ouvida", destacou.

 

"É importante que os países industrializados sintam a necessidade de resolver esta questão o mais rápido possível. Que saibam que por trás de cada estatística econômica há uma família com nome e sobrenome que está tendo dificuldades para colocar comida sobre a mesa. Isso é o que os países emergentes defendem aqui".

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