Morreu aos 83 anos, Sandro Mazzola, um dos maiores símbolos da história da Internazionae de Milão e ídolo da chamada “Grande Inter” comandada por Helenio Herrera na década de 1960.
O clube nerazzurro confirmou o falecimento e publicou uma longa homenagem ao ex-craque.
“A vontade de recordar se mistura com o pudor: como é difícil encontrar as palavras certas para nos despedirmos de quem escreveu a história de maneira indelével e sem precedentes”, escreveu a “Beneamata” em nota oficial.
“Sandro Mazzola foi a história da Inter: entrou ainda garoto e nunca mais saiu”, acrescentou. Filho de Valentino Mazzola, ídolo do Torino morto na tragédia de Superga, em 1949, Sandro carregou desde cedo o peso do legado paterno. Ele tinha apenas seis anos quando perdeu o pai.
Ainda criança, aos oito, vestiu a camisa da Inter pela primeira vez e nunca mais a deixou. Sua primeira aparição pelo time principal aconteceu em um episódio histórico: o polêmico jogo contra a Juventus de 10 de junho de 1961, quando o presidente Angelo Moratti e o técnico Herrera escalaram a equipe juvenil em protesto contra a federação. Mazzola, então com 18 anos, marcou um gol de pênalti, prenunciando uma carreira extraordinária.
Sob o comando de Herrera, Mazzola se tornou peça central de um time que entrou para a história: Sarti, Burgnich, Facchetti, Bedin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Peirò, Suárez e Corso — escalação que até hoje é recitada de cor pelos torcedores nerazzurri. O primeiro grande título europeu, a Copa dos Campeões de 1964 contra o Real Madrid, teve a assinatura dele, que balançou a rede duas vezes na vitória por 3 a 1 na final.




