
"Imagino que a minha vida possa ser livre apenas no exterior, em países que possam me dar uma outra identidade, que me permita uma vida nova que comece do zero", afirmou Saviano. Respondendo às perguntas do promotor Antonello Ardituri e de seu advogado Rosario Bibile, o escritor destacou a vida sob escolta.
"Tenho a sensação de ser um guerreiro após uma batalha. Morava em Nápoles e imaginava uma possibilidade de uma carreira universitária. As relações com os meus familiares se tornaram complicadas. O progressivo aumento da escolta torna dificílima a vida cotidiana. Não existem passeios, nenhuma forma de vida normal, não posso pegar um trem, nem o metrô ou escolher um restaurante sem combinar com a escolta", afirmou ele.




