
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou que a Itália sempre apoiou as aspirações do povo venezuelano por uma transição democrática, condenando os atos repressivos do governo de Maduro.
Na nota, Meloni destacou que a Itália, junto a seus principais parceiros internacionais, nunca reconheceu a autoproclamada vitória eleitoral de Maduro.
Por sua vez, Tajani explicou que ataques teriam atingido infraestruturas portuárias e aeroportuárias em Caracas, mas garantiu que a embaixada da Itália na capital venezuelana segue operacional.
No entanto, ele alertou para o risco de manifestações de rua e episódios de instabilidade.
Tememos protestos de rua, por isso demos instruções para que se tenha cautela. Parece haver momentos de tensão até mesmo em prisões”, declarou o chanceler italiano em entrevista à Tg2.
O ministro da Itália ressaltou ainda que o governo trabalha para garantir a segurança dos italianos no país, incluindo aqueles que estão detidos. “Temos concidadãos na prisão, a começar por Trentini, mas há mais de uma dúzia. Então essa é uma questão que nos preocupa e estamos trabalhando arduamente para resolvê-la”, afirmou ele, em referência a Alberto Trentini, voluntário italiano detido na Venezuela há mais de um ano.
Diante do cenário incerto, a Embaixada da Itália em Caracas pediu aos italianos que não saiam de casa e evitem deslocamentos. Em entrevista à Rai News24, o embaixador Giovanni Umberto De Vito destacou que a prioridade é a segurança e solicitou que os cidadãos mantenham contato com a embaixada e os consulados.
Estima-se que cerca de 160 mil pessoas com cidadania italiana ou dupla cidadania vivam atualmente na Venezuela, entre expatriados por trabalho, turismo ou residência permanente.



