
A Itália não participará da iniciativa “Conselho da Paz” do presidente dos EUA, Donald Trump, informou o jornal Corriere della Sera nesta quarta-feira, citando preocupação de que a adesão a um grupo liderado pelo chefe de um único país violaria a Constituição italiana.
O plano de Trump tem recebido reações cautelosas de aliados ocidentais, já que diplomatas afirmam que ele pode prejudicar o trabalho das Nações Unidas.
Na quinta-feira, Trump deverá presidir uma cerimônia para celebrar o novo grupo em Davos, na Suíça, sede do Fórum Econômico Mundial.
Já à agência de notícias Reuters, uma fonte teria dito que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, uma líder de direita que mantém relações cordiais com Trump, provavelmente não irá a Davos.
O conselho proposto seria presidido vitaliciamente por Trump e começaria abordando o conflito em Gaza antes de se expandir para outras guerras. Os países membros seriam obrigados a pagar uma taxa de US$ 1 bilhão cada para obter a adesão permanente. Os Estados Unidos negaram hoje essa cobrança. O Brasil, por sua vez, também não deve participar do ato de fundação do “Conselho da Paz”.
De acordo com a Constituição Italiana, a Itália só pode aderir a organizações internacionais que garantam “paz e justiça entre as nações em igualdade de condições com outros Estados, algo incompatível com a primazia dos EUA no novo conselho”, afirmou o jornal italiano.



