
O turismo em vilarejos com menos de 5 mil habitantes na Itália deve registrar um novo avanço em 2026, impulsionado principalmente pela demanda internacional.
De acordo com estimativas da Demoskopika, divulgadas antecipadamente pela agência Ansa, as chegadas de turistas estrangeiros deverão ultrapassar 10,2 milhões, um crescimento de 8,0% em relação a 2025, enquanto as pernoites devem alcançar 40,3 milhões, alta de 10,0%.
O desempenho do mercado doméstico, embora positivo, será mais moderado: são esperadas 11,2 milhões de chegadas de turistas italianos (+3,0%) e 39,6 milhões de pernoites (+4,0%).
O cenário confirma o papel decisivo da demanda internacional no crescimento do chamado “subturismo”, consolidando a atratividade dos pequenos municípios fora dos grandes circuitos tradicionais.
No total, as mais de 2,6 mil pequenas cidades italianas voltadas ao turismo poderão somar mais de 21,3 milhões de chegadas em 2026, um aumento de 5,3% em comparação com o ano anterior, e cerca de 79,9 milhões de pernoites (+6,9%), mantendo uma permanência média estável de 3,7 dias.
Do ponto de vista econômico, os gastos turísticos nesses municípios poderão atingir 16,2 bilhões de euros em 2026, o equivalente a 11% do total nacional, com crescimento anual de 10,1%.
A estimativa aponta para um gasto médio de aproximadamente 760 euros por estadia, sinalizando uma maior capacidade de atrair turistas de maior valor agregado e de reter riqueza nos territórios locais.
Os volumes projetados para os pequenos municípios são comparáveis aos registrados em grandes centros urbanos marcados pelo turismo excessivo.
Em 2024, cidades como Verona, Veneza, Florença, Roma e Nápoles somaram pouco mais de 23 milhões de chegadas e 72,1 milhões de pernoites, números próximos aos gerados por toda a rede de pequenos destinos turísticos do país.
Segundo os pesquisadores da Demoskopika, esses dados evidenciam o potencial estratégico dos pequenos municípios na redistribuição dos fluxos turísticos e na redução da pressão sobre os grandes polos urbanos.
Atualmente, o turismo em cidades com menos de 5 mil habitantes representa cerca de 14% das chegadas e 15,3% das pernoites na Itália, configurando-se como um fenômeno estrutural e não residual.



