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Itália critica novamente libertação de dono de bar palco de tragédia na Suíça

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, criticou novamente a libertação de Jacques Moretti, proprietário do bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, local de um incêndio que matou 40 pessoas e deixou 116 feridas no dia 1º de janeiro.

O chanceler avaliou que o empresário francês “pode tentar fugir” e deixou claro que a mensagem foi “dirigida à Justiça cantonal, responsável por uma investigação repleta de falhas”.

A primeira-ministra e eu ficamos verdadeiramente indignados. Não apenas como representantes do governo italiano, mas como pais e eu também como avô”, declarou Tajani sobre a libertação de Moretti após o pagamento de fiança.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália deve convocar o embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, para tratar da tragédia em Crans-Montana. O governo também instruiu o diplomata a entrar em contato com Béatrice Pilloud, procuradora-geral do Cantão de Valais, a fim de transmitir a profunda indignação de Roma com a libertação de Moretti.

“Essa decisão representa uma grave ofensa e mais uma ferida infligida às famílias das vítimas da tragédia de Crans-Montana e àqueles que ainda estão hospitalizados. Toda a Itália clama por verdade e justiça e exige que, após esta tragédia, sejam adotadas medidas respeitosas que levem plenamente em consideração o sofrimento e as expectativas das famílias”, afirmou o Palazzo Chigi.

A procuradora suíça, por sua vez, declarou que não deseja provocar um incidente diplomático entre Berna e Roma, mas garantiu que “não cederá a nenhuma pressão das autoridades italianas”. Ela afirmou ainda que não foi responsável pela libertação do proprietário da boate destruída no incêndio.

“Compreendemos a dor, porque ela também é nossa. Queremos clareza e estamos acompanhando de perto o trabalho do sistema judicial do Valais. Discuti este assunto hoje com Antonio Tajani e reafirmamos a disposição da Suíça e da Itália em se apoiarem mutuamente nesta tragédia”, declarou Ignazio Cassis, vice-presidente da Confederação Suíça.

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