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Niscemi, na Sicília, anuncia a demolição de 137 edificações e abertura de inquérito penal

Um novo e duro capítulo foi escrito na pequena cidade de Niscemi, no sul da Sicília, que vive um dos momentos mais críticos de sua história moderna. Após um enorme deslizamento de terra, desencadeado pelas chuvas torrenciais associadas ao ciclone Harry, abrir uma fratura de cerca de 4 quilômetros no terreno, deixando bairros inteiros à beira de um precipício e forçando, por precaução, a evacuação de mais de 1.300 moradores. Ao todo, 137 edificações terão de ser demolidas.

O fenômeno geológico, que se reativou no fim de janeiro e continua em movimento, derrubou casas, estradas e infraestruturas, criando uma zona vermelha de risco permanente, que tornou dezenas de imóveis instáveis e perigosos. Na última semana, inclusive, uma casa de três andares desabou no abismo, evidenciando a fragilidade do solo saturado pelas chuvas.

Nesta terça-feira, autoridades regionais, a Proteção Civil e técnicos especializados confirmaram que será necessário demolir 137 edificações construídas próximas ao limite instável da fratura, que não podem ser recuperadas com segurança.

A Procuradoria italiana já abriu um inquérito penal para apurar possíveis responsabilidades administrativas e urbanísticas, com o uso de tecnologias como inteligência artificial e imagens de satélite, além da revisão de práticas de construção antigas – inclusive as que remontam ao primeiro grande deslizamento registrado em 1997. O procurador responsável afirmou que “não serão concedidos atenuantes a ninguém”, sinalizando que eventuais omissões ou falhas na gestão do território poderão resultar em responsabilização judicial.

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