
Os restos de um grande navio mercante da época romana, ainda carregado com cerca de 200 ânforas, foram encontrados nas profundezas do mar Jônico, na costa da Puglia, sul da Itália.
A descoberta arqueológica, anunciada pela Guarda de Finanças (GdF), ocorreu em junho do ano passado, mas foi mantida em absoluto sigilo até agora para garantir a proteção do sítio contra possíveis saques.
A identificação da relíquia se deu durante operações rotineiras de controle marítimo. Equipamentos de bordo da GdF detectaram anomalias no fundo do mar, o que motivou uma inspeção subaquática, e mergulhadores confirmaram a presença dos vestígios históricos. O navio data provavelmente do século 4 d.C.
“A necessidade de garantir a tutela deste importante sítio subaquático determinou a escolha, compartilhada por todos os atores envolvidos, de manter o máximo sigilo sobre a descoberta”, disse a Guarda de Finanças em um comunicado.
Segundo a nota, “o objetivo era afastar o risco de pilhagem e preservar o potencial informativo custodiado no depósito arqueológico, enquanto se preparava a melhor estratégia de intervenção”.
Desde o momento da descoberta, a área vem sendo mantida sob monitoramento constante. A próxima fase do trabalho, de acordo com a GDF, envolverá “atividades de reconhecimento sistemático e documentação dos destroços por meio das mais modernas metodologias de investigação”.
Estas etapas são essenciais para planejar “a complexa intervenção de escavação arqueológica subaquática, para a correta recuperação da carga e para as delicadas atividades de conservação a ser executadas nos achados e nos restos da embarcação antiga”.



