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Estudantes protestam em Milão contra presença do ICE nas Olimpíadas de Inverno

Cerca de mil estudantes participaram de uma manifestação na Itália, para protestar contra a presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 que acontecem em Milão e Cortina d’Ampezzo até 22 de fevereiro.

A marcha em Milão começou na Piazza Leonardo da Vinci e seguiu até o Parque Trotter, onde os participantes entoavam gritos de “Fora ICE” e carregavam uma faixa na frente da manifestação com a frase “Milano vi schifa” (“Vocês me dão nojo, Milão”).

Em entrevista, Pietro Wilhelm Malmsheimer, representante da seção lombarda do grupo estudantil União dos Estudantes (UdS), classificou como “incompreensível e injustificável” a presença de uma força policial estrangeira em solo italiano.

“Não podemos aceitar que uma agência culpada de racismo e homicídios seja tratada como parceira justa em um país soberano”, disse ele.

A polêmica sobre a participação do ICE na Itália surge em meio a forte repercussão internacional de dois episódios em que agentes ligados às operações federais nos Estados Unidos mataram civis em Minneapolis — casos que geraram protestos massivos no país e críticas de organizações de direitos humanos.

Esses incidentes intensificaram o debate sobre a atuação do ICE e a expansão de sua presença em solo norte‑americano.

Em resposta às preocupações, o ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, afirmou que “não há motivos para preocupação” e que os agentes do ICE não terão função operacional no país.

“O ICE não realiza, e nunca poderá realizar, atividades policiais operacionais em nosso território nacional”, declarou o ministro, ressaltando que a segurança e a ordem pública serão garantidas exclusivamente pelas forças policiais italianas.

Segundo ele, os membros do ICE estarão envolvidos apenas em atividades analíticas e na troca de informações com as autoridades italianas durante os jogos”.

Além disso, Piantedosi classificou como “completamente infundadas” as preocupações que motivaram os protestos recentes.

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