
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, retornou a Niscemi, cidade siciliana atingida por um dramático deslizamento de terra no mês passado, e prometeu 150 milhões de euros (R$ 930 milhões) para os esforços de reconstrução no município de quase 30 mil habitantes.
No fim de janeiro, um desmoronamento no planalto que sustenta a cidade abriu um precipício de quatro quilômetros de extensão e até 20 metros de altura, forçando a evacuação de mais de 1,3 mil pessoas, muitas das quais não poderão voltar para casa.
Passadas quase três semanas, o deslizamento ainda é considerado “ativo” pelas autoridades, ou seja, com risco de novas quedas.
“Niscemi é o município mais monitorado da Europa, e vamos destinar fundos com base em três diretrizes: demolição de edifícios, medidas de segurança e aquisição de novos imóveis”, disse Meloni, que já havia visitado a cidade em 28 de janeiro.
A premiê também afirmou que o governo aprovará um decreto na quarta-feira (18), nomeando Fabio Ciciliano, chefe da Defesa Civil da Itália, como comissário extraordinário para a reconstrução de Niscemi.
“Todos estão trabalhando porque queremos dar respostas sobre quais áreas não são seguras e quais podem ser recuperadas. Para fazer isso, é necessário tempo, não é uma decisão que pode ser forçada, isso seria irresponsável”, declarou Meloni, a respeito das dúvidas dos moradores sobre quando e se poderão voltar para suas casas.
O deslizamento de terra ocorreu após violentas tempestades provocadas pelo ciclone Harry, que causou mais de 2 bilhões de euros em prejuízos somente na Sicília. Desde então, dezenas de imóveis estão pendurados à beira do precipício em Niscemi.



