Os corpos dos quatro italianos mortos durante uma expedição de mergulho nas águas do Atol de Vaavu, nas Maldivas, chegaram neste sábado (23) à Itália.
Um voo da Turkish Airlines, vindo de Istambul, desembarcou no aeroporto de Malpensa, em Milão, com os restos mortais de Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal; a pesquisadora da Universidade de Gênova Muriel Oddenino; e Federico Gualtieri, recém-formado pela Universidade de Gênova.
O cadáver da quinta vítima italiana do incidente em uma caverna nas Maldivas, Gianluca Benedetti, foi repatriado nos últimos dias.
Os corpos dos cinco mergulhadores foram levados ao necrotério do hospital de Gallarate, na Lombardia, onde passarão por autópsias.
O exame pericial começará na segunda-feira (25) pelos restos mortais de Benedetti, capitão da missão e o primeiro dos mergulhadores desaparecidos a ser resgatado.
Todas as outras autópsias serão realizadas nos próximos dias.
Os italianos, que estavam a bordo de um barco para fazer um mergulho em Atol de Vaavu, foram encontrados mortos no último dia 14, mas a recuperação dos corpos só foi possível nos dias seguintes.
“O grupo aparentemente morreu enquanto tentava explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros. As autoridades das Maldivas ainda estão apurando as circunstâncias do acidente”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália na semana passada, quando o Ministério Público de Roma abriu uma investigação sobre o caso.
De acordo com a imprensa do arquipélago, as autoridades maldivas investigam se o acidente fatal envolvendo a embarcação violou normas referentes ao limite máximo de profundidade de 30 metros e aos requisitos para licenças científicas.
O mergulho recreativo em profundidades superiores a 30 metros é proibido no arquipélago. Existem exceções para mergulho comercial ou expedições científicas, mas essas atividades exigem licenças e autorizações específicas.




