A Itália realiza eleições municipais em quase 750 cidades e 18 capitais provinciais. Trata-se do último maior pleito no país antes das eleições gerais no ano que vem. Com cerca de 6,3 milhões de eleitores, a votação desses dois dias é tida por muitos como um “termômetro” tanto para o governo quanto para a oposição. Em Veneza, norte da Itália, a população deverá eleger o substituto do conservador Luigi Brugnaro, que após dois mandatos consecutivos, terá que deixar o governo municipal, acendendo o alerta da centro-direita, que, historicamente, sempre administrou a região do Vêneto e não quer perder o controle em sua capital. Ao todo, oito candidatos concorrerem ao cargo veneziano, que tem o senador e secretário-regional do Partido Democrático, Andrea Martella, como o favorito da oposição. Já a centro-direita vê Simone Venturini, secretário de Turismo, como o nome mais forte.
Já em Reggio Calabria, no sul do país, a oposição quer voltar ao poder municipal ao tentar eleger o substituto de Domenico Battaglia, vice do progressista Giuseppe Falcomatà, que deixou o posto no final de 2025. Além de Reggio Calabria e Veneza, outras 16 capitais provinciais vão às urnas: Crotone, na Calábria; Lecco e Mantova, na Lombardia; Arezzo, Pistoia e Prato, na Toscana; Fermo e Macerata, em Marcas; Chieti, em Abruzzo; Avellino e Salerno, na Campânia; Andria e Trani, na Puglia; Messina, Enna e Agrigento, na Sicília. Das grandes cidades aos pequenos municípios, as coligações concorrentes nem sempre refletem as estabelecidas em nível nacional. Em Agrigento, na Sicília, e em Chieti, em Abruzzo, por exemplo, candidatos de centro-direita disputam a vaga para prefeito entre si, após não terem chegado a um consenso para um único nome.




