A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país está pronto, junto com outros parceiros internacionais, a contribuir com uma presença naval no Estreito de Ormuz, desde que haja autorização do Parlamento.
“Os princípios do memorando de entendimento entre EUA e Irã são claros: o Irã não pode adquirir armas nucleares e a liberdade de navegação deve ser garantida”, declarou a premiê em nota.
“Estamos prontos, juntamente com outros parceiros e sujeitos à necessária autorização parlamentar, para contribuir para uma presença naval internacional que acompanhe a reabertura completa do Estreito de Ormuz”, acrescentou.
Meloni classificou o entendimento como uma “ocasião de paz que deve ser aproveitada” e agradeceu aos mediadores, “em particular ao Catar e ao Paquistão, que tornaram possível este acordo”. “A Itália, como já fez no passado, está pronta a apoiar o processo diplomático rumo a um acordo abrangente”, acrescentou.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores e vice-premiê italiano, Antonio Tajani, convocou uma reunião para discutir as iniciativas relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz, com a participação de organizações, empresas e setores afetados pelo bloqueio na rota marítima.
“O cessar-fogo é um fato muito importante. É preciso reforçá-lo com um grande trabalho diplomático. É importante para a nossa economia que se comece a navegar em Ormuz”, destacou o chanceler.
O acordo entre EUA e Irã foi anunciado no último domingo (14), com cessação imediata das operações militares, porém a assinatura oficial está marcada para sexta-feira (19), na Suíça. O Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, será totalmente reaberto apenas depois dessa data.
Hostilidades no Líbano
Em seu comunicado, Meloni também defendeu a necessidade de interrupção dos conflitos entre Israel e Hezbollah.
“É necessário que as hostilidades cessem também no Líbano, onde a Itália continuará trabalhando para sustentar a soberania libanesa”, afirmou.
Tajani reforçou o pedido em declaração dada em Luxemburgo. “Devemos fazer com que cessem também os combates no Líbano e com que Israel não bombardeie mais Beirute”, disse.
No último domingo, um ataque israelense na capital libanesa chegou a colocar o acordo em risco e provocou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que o premiê Benjamin Netanyahu “não tem juízo”.




