O Conselho de Ministros da Itália aprovou um decreto relativo aos preços dos combustíveis no país, que dispararam em meio à guerra envolvendo o Irã.
Segundo fontes do governo, a redução do imposto sobre o consumo de diesel foi prorrogada até 5 de setembro. O custo da medida deverá girar em torno de 130 milhões de euros.
O Ministério das Empresas e do “Made in Italy” informou que, com base nos dados mais recentes do Observatório de Preços dos Combustíveis do Ministério (MIMIT), o preço médio no sistema de autoatendimento da rede rodoviária é atualmente de 2,017 euros por litro para a gasolina e 2,137 euros por litro para o diesel. Na rede de autoestradas, os valores médios são de 2,092 euros por litro para a gasolina e 2,208 euros por litro para o diesel.
Segundo a entidade, abastecer o tanque custou aos italianos até 1,8 bilhão de euros a mais neste verão em comparação com julho e agosto do ano passado. O aumento pesou no orçamento das famílias, especialmente durante os dois meses de pico das férias, afetando a mobilidade e o consumo turístico.
Após o fim do desconto no imposto sobre o diesel, o governo italiano planeja implementar novas medidas de apoio para combater os preços elevados dos combustíveis. As ações serão “seletivas e baseadas na renda”, mas o formato específico ainda está sendo avaliado.
O documento, ao qual a agência Ansa teve acesso, destaca a possibilidade de adoção de um novo mecanismo que exigiria o pagamento antecipado de impostos sobre dividendos intermediários por grandes grupos do setor de energia.
O texto também inclui uma disposição direcionada a empresas de energia com receitas superiores a 20 bilhões de euros em 2025. Segundo o documento, o pagamento antecipado dará às empresas o direito a um crédito tributário correspondente.




