A Itália prorrogou por mais duas semanas a suspensão do Acordo de Schengen com a Espanha, estendendo até 15 de outubro os controles de passaportes de viajantes extracomunitários procedentes do país ibérico.
A medida foi introduzida em 1º de agosto, na esteira da entrada em massa de dezenas de milhares de imigrantes provenientes do Marrocos em Ceuta, exclave espanhol no norte da África.
Segundo o governo italiano, a restrição é necessária devido à persistência de riscos à segurança interna e a uma potencial ameaça de infiltração terrorista.
A decisão foi tomada pelo ministro italiano do Interior, Matteo Piantedosi, após consulta com o comitê de análise da imigração e da segurança nas fronteiras.
A crise começou no fim de julho, quando cerca de 72 mil migrantes atravessaram a nado para Ceuta em apenas dois dias.
A grande maioria foi devolvida ao Marrocos quase imediatamente, mas centenas de pessoas, muitas delas menores de idade, permanecem na cidade autônoma.
A decisão de Roma de suspender o Acordo de Schengen provocou irritação em Madri, que acusou o governo da premiê Giorgia Meloni de não reagir à altura da emergência em Ceuta e adotou medidas de reciprocidade, reintroduzindo controles de passaportes para viajantes procedentes da Itália, restrição antes válida até 8 de outubro e agora prorrogada por mais 15 dias.




