A influenciadora digital Paula Simões Assisi, de 34 anos, é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de assumir parte das operações de tráfico internacional de cocaína ligadas à máfia italiana ‘Ndrangheta após a prisão do marido, Patrick Assisi, em 2019. Ela foi presa em 17 de setembro, durante a Operação Eredità, realizada em parceria com autoridades italianas.
Informações sobre o caso foram exibidas pelo programa Fantástico, da TV Globo. Segundo a investigação, Paula teria atuado ao lado do advogado Patrick Raasch Cardoso na organização de remessas de cocaína para a Europa.
O marido de Paula e o sogro dela, Nicola Assisi, foram presos em julho de 2019, em Praia Grande, no litoral paulista. Ambos são apontados pelas autoridades como integrantes da ‘Ndrangheta, organização criminosa originária da Calábria, no sul da Itália.
Segundo os investigadores, familiares e pessoas próximas dos dois deram continuidade às operações de tráfico após as prisões. A droga era enviada à Europa pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, escondida em contêineres de empresas que não tinham envolvimento no esquema.
Brasil e Itália começaram a investigar conjuntamente as operações do grupo em 2020, com apoio da Interpol. A apuração identificou uma nova liderança da organização no Brasil após as prisões de Nicola Assisi e de seu filho, Patrick.
Segundo a PF, o grupo tinha mais de duas toneladas de cocaína em estoque quando Paula e Cardoso assumiram os negócios ilícitos. Em uma conversa interceptada em italiano, Paula teria acertado o envio de 400 quilos da droga para a Europa.
Franklin Rodrigues de Oliveira, conhecido como BXX, também foi preso durante a operação, após tentar fugir. Segundo a polícia, ele cuidava das remessas de drogas e dos pagamentos, além de fazer a ligação entre a ‘Ndrangheta e facções brasileiras.




