Após quase três meses de tensões, a Itália e a Espanha caminham para revogar os controles de passaportes estabelecidos na esteira da crise migratória em Ceuta, exclave do país ibérico no norte da África.
Os premiês Giorgia Meloni e Pedro Sánchez concordaram em encerrar as restrições durante uma reunião à margem da cúpula do Conselho Europeu, em Bruxelas, segundo fontes da delegação espanhola.
A Itália suspendeu o Acordo de Schengen, que regulamenta a área de livre circulação de pessoas na União Europeia, para viajantes provenientes da Espanha em 1º de agosto, alegando risco de “infiltração terrorista” devido à entrada em massa de migrantes em Ceuta no fim de julho. Embora parte do território espanhol, o exclave não integra a Área Schengen.
Madri se irritou com a restrição e, em meio a críticas contra a “falta de solidariedade” do governo Meloni, impôs uma medida análoga aos viajantes procedentes da Itália.
Os controles de passaporte nos portos e aeroportos italianos terminariam na última quinta, porém Roma decidiu estendê-los por mais uma semana para alinhá-los com o prazo de validade da represália espanhola, em 23 de outubro.
“Os ministros do Interior trabalharão ao longo desta semana para eliminar os controles”, explicou a fonte de Madri.




