O Ministério Público de Roma colocou sob investigação 13 pessoas ligadas à cadeia de comando israelense, incluindo os ministros da Defesa, Israel Katz, e da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, por crimes que vão de tortura a sequestro de pessoa.
O inquérito apura a atuação das forças do país judeu contra duas missões da Flotilha Global Sumud, iniciativa civil internacional que tentou romper o bloqueio naval contra a Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária à população do enclave palestino.
Segundo o MP, as investigações identificaram “abordagens navais ocorridas em violação ao direito internacional marítimo fora de águas territoriais”, incluindo a destruição de equipamentos de transmissão ao vivo e a apreensão de dispositivos eletrônicos dos ativistas, entre os quais estavam cidadãos italianos.
A investigação também aponta “agressões, lesões, ameaças de morte e epítetos ofensivos” contra participantes da Flotilha Global Sumud, bem como uma “reiterada recusa de fornecimento de alimentos essenciais, deliberada ausência de cuidados médicos, precárias condições ambientais e higiênico-sanitárias, privação de sono e a total ausência de assistência legal adequada” durante o período de detenção.
Além dos dois ministros, a investigação alcança os principais nomes da cadeia de comando militar e policial israelense. Entre eles estão o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Eyal Zamir; o ex e o atual comandante da Marinha, David Saar Salama e Eyal Harel, respectivamente; o comandante da unidade de forças especiais navais Shayetet 13, coronel Eldad Borochovich; e o responsável pela base naval de Ashdod, coronel Eitan Paz.
A lista de investigados ainda inclui o chefe da Polícia de Israel, Daniel Levi; o comandante do serviço penitenciário, Kobi Yaakobi; o responsável pelo presídio de Ktzi’ot, Menachem Bibas; o comandante da unidade de escolta Nahshon, Assaf Zagori; o comandante da polícia de fronteira, Berik Yitzchak; e o chefe do Estado-Maior da Marinha, Guy Levy.




