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Catolicismo Romano

Sínodo concluído ou cisma concluído? – Artigo escrito por Mônica Romano

Fabio Botto
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Sínodo da Amazônia finalizado e documento final publicado. O que os Sacerdotes e Bispos temiam desde sua abertura se concretizou: Um novo cisma se desenha no futuro da Igreja Católica. A exemplo do que já estava publicado no documento “Instrumentum Laboris” a mesma linha de pensamento se manteve no documento final.
Independente da decisão final do Papa Francisco, o Cisma já está confirmado, pois quer ele aprove o documento, quer ele negue todos os pedidos feitos no documento final, uma boa parcela já assimilou esse jeito “novo” de ser Igreja. Uma reunião feita intitulada de “Pacto das Catacumbas” onde sacerdotes e Bispos assinaram um compromisso de colocar em prática em suas dioceses os pontos relatados no documento “Istrumentum Laboris”. Vão trair os ensinamentos da Igreja de sempre, pois quem quer carregar o peso da cruz se essa pode ser aliviada?

O Cardeal Müller em entrevista a um canal de TV disse: “O grande erro foi trazer os ídolos para a Igreja e não colocá-los para fora, pois de acordo com a Lei do próprio Deus no primeiro mandamento a idolatria é um grave pecado e não se deve misturar ídolos com a Igreja Cristã.”

Sendo assim esse Sínodo jamais deveria ter sido convocado, não se justifica fazer um Sínodo para beneficiar  apenas umas poucas comunidades de índios amazônicos, pois pesquisas feitas na região mostram que de 70% a 80% da população daquela região se declarou evangélica/pentecostal, e isso em muito se deve ao fato de a Igreja Católica não ser bem representada no local, do que ao fato não ter padres. Basta ver a declaração de um Bispo que se disse orgulhoso de não batizar nenhum índio. O que esperar?

Esse Sínodo não passou de uma armadilha bem feita ou mal feita – depende da visão de cada um – para que as propostas fossem colocadas em prática e testadas, ou ainda, se a maior parte dos católicos as aceitariam. E pasmem, uma boa parcela de católicos mornos e preguiçosos que desconhecem  a verdadeira doutrina da Igreja a qual  dizem pertencer são favoráveis ao Sínodo e suas reivindicações, como a ordenação de padres casados, o fim do celibato, a ordenação de mulheres, a enculturação da liturgia, ao aborto, a comunhão de recasados, a não condenação de atos contra a fé e moral católica, como a união homo afetiva, e o famoso “não julgueis”.

Se isso não é uma “nova Igreja” eu não sei o que é, só sei que não é a minha Igreja , não é a Igreja de Cristo de 2 mil anos sobre a terra .

A Igreja que eu sigo, o celibato não é reconhecido como uma pena ou “castigo” como muitos pensam , o Papa Emérito Bento XVI disse certa vez em um congresso: “O celibato é o sinal de uma consagração inteira ao Senhor e aos assuntos do Senhor, uma expressão da entrega a Deus e aos outros”. Chegou inclusive a fazer uma critica: “hoje o mundo exige que os consagrados se casem e eles mesmos desprezam o sacramento matrimonial”.

A Igreja que eu sigo, a  ordenação de mulheres é proibida e jamais será acolhida. O Santo Papa João Paulo II , em sua Carta Apostólica de 1994 “ Ordinatio Sacerdotalis” em seu primeiro paragrafo deixa claro : “1. A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais.” Em 2012 o Papa Emérito Bento XVI ratificou essa questão, colocando um ponto final no assunto, “ Não haverá sacerdócio feminino na Igreja”. Esse é um ponto muito importante  nas religiões de culto pagãs, a figura feminina é muito mais valorizada que a masculina, a figura central gira em torno da “sacerdotisa” , da “bruxa” , da “feiticeira”, a nossa fé tem como centro Jesus, nosso único Salvador e seu Sacrifício Perpétuo.

A Igreja que eu sigo é pró vida, é pró família prefigurada na imagem da Sagrada Família de Nazaré, em hipótese alguma seremos a favor da cultura da morte, seja pelo aborto, seja pela pena de morte, seja pela eutanásia, pois Jesus deu Seu Sangue e Sua Vida para que nós tivéssemos vida eterna.

A Igreja que eu sigo promove e valoriza os Sacramentos conforme estabelecidos nos Concílio de Trento de 1534, por isso para nós é muito caro a Comunhão do Sangue e Corpo de Cristo, para nós não se trata de mera representação e recordação, para nós é o fato revivido, consumado pelos séculos dos séculos, não sendo admitidos àqueles que estejam em constante e contínua comunhão com  o pecado.

A vida de recasados é uma lástima e creio que seja de muito sofrimento para aqueles que se sentem separados dessa dádiva , mas os casais que todos os dias se santificam e se sacrificam e se completam pelo sacramento do matrimônio tem que ser valorizados. Existem meios para suprimir essa busca e a comunhão espiritual é a mais aconselhada para casais que vivem nessa condição. Não se trata de ser cruel com quem caiu e errou , trata se de consequência , trata se se não brincar com o que é sagrado para Deus.

A Igreja que eu sigo, tem regras, por vezes duras de serem seguidas, mas que a medida que nos deixamos preencher por Jesus Cristo, a medida que vivenciamos o nosso batismo, nossa cruz se torna mais leve e Ele de fato suaviza o seu julgo.

Ninguém é obrigado a seguir,  todos têm liberdade para fazê-lo, mas uma vez feito o compromisso é bom cumprir, portanto pessoas que vivem em certas condições que estão fora do que que requerido por Deus  merecem ser respeitadas , porém suas ações têm que ser criticadas, todos os dias nós fazemos julgamentos, julgamos se devemos vestir essa ou aquela roupa, julgamos se devemos utilizar esse ou aquele meio de transporte, julgamos se vamos fazer esse ou aquele sacrifício, julgamos se vamos tomar essa ou aquela decisão, portanto julgar é uma condição inerente ao nosso ser e não pode ser suprimida, nossa vida é reflexo de nossas escolhas e com elas vêm as consequências.

Nossa Liturgia não carece de nenhum retoque, acréscimo, supressão, a celebração do Mistério Pascal basta, Jesus Cristo é o centro de toda nossa fé. A introdução de ritos e invocações estranhas a nossa liturgia não se faz necessária. Antes de trazer esse elementos estranhos, é preciso antes fazer compreender o nosso rito que é celebrado a milênios. Tivessem esses padres e bispos a consciência de quão rica e bela é uma Missa bem celebrada jamais ousariam propor tais deformidades. Não é só o povo que carece de conhecimento, mas os sacerdotes também.

O Sínodo aconteceu e ficamos escandalizados como a Igreja continua sendo despida de sua sacralidade, afrontada, espezinhada, achincalhada, e mesmo que voltemos a ser somente doze, não a abandonaremos e aqueles que querem uma “Igreja” ecológica, inclusiva, suave , somente com misericórdia e sem castigo que se sintam a vontade para sair e fundar sua própria religião.

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais e colaboradora dos portais Catolicismo Romano e Rádio Italiana.

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