
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a morte do guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, vítima de um ataque coordenado com Israel em Teerã.
Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano disse que o falecimento do clérigo representa “a maior oportunidade para o povo iraniano retomar seu país”, que era controlado com mão de ferro pelo líder xiita desde 1989.
O aiatolá de 86 anos era o guia supremo do Irã desde 1989, quando substituiu Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.
O clérigo era a principal figura política, religiosa e até militar do país persa, exercendo o papel de comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o poderoso braço ideológico das Forças Armadas, responsável por proteger o regime, pela repressão a dissidentes e por financiar aliados no exterior.
O chanceler italiano Antonio Tajani pediu “máxima moderação” para evitar uma guerra regional de grandes proporções.
Tajani afirmou que a Itália acompanha a situação em coordenação com aliados europeus e com a OTAN, ressaltando a necessidade de evitar uma ampliação do conflito que possa afetar a estabilidade energética e a segurança do Mediterrâneo.
Analistas europeus avaliam que o maior temor agora é uma reação iraniana envolvendo aliados regionais, o que poderia transformar o confronto em uma guerra de alcance regional, com impactos diretos nos preços do petróleo, nos mercados globais e na segurança internacional.



