
"Na Itália todos somos espionados. Na Itália há cerca de 150 mil telefones vigiados. Considerando 50 pessoas por cada telefone, resulta que 7,5 milhões podem estar sendo espionadas: esta não é uma democracia de fato, é algo que não podemos tolerar", disse Berlusconi na assembleia da Confcommercio, a associação dos comerciantes italianos.
O premier acrescentou que "existe um pequeno lobby de juízes e jornalistas que se opõem" ao projeto de lei proposto pelo seu governo sobre as interceptações, contra o qual se manifestaram a Associação Nacional de Magistrados (ANM) e o sindicato único da imprensa (FNSI).
"Nosso projeto permaneceu 11 meses na Câmara dos Deputados e 12 meses e meio no Senado. Agora se fala de colocá-lo novamente na pauta da Câmara em setembro e depois teremos que ver se o chefe de Estado o assina. Na sequência, quando sair, os promotores de esquerda não vão gostar e entrarão com recurso no Tribunal Constitucional, que segundo me informaram, será rejeitado", acrescentou Berlusconi.
O projeto de lei sobre as escutas telefônicas já foi aprovado definitivamente pelo Senado na semana passada e agora será votado na Câmara dos Deputados. Se aprovado, passará para o presidente da República, que poderá assiná-lo ou devolvê-lo para as duas Câmaras para nova análise. (ANSA)




