
“Faça música, não guerra”: Este é o convite com o qual a cantora italiana Laura Pausini apresentou “Io canto 2”, seu novo álbum de covers, que foi lançado, 20 anos após o primeiro volume.
O disco inicial abriu caminho para a primeira apresentação de Pausini no San Siro em 2 de junho de 2007, diante de 70 mil espectadores.
“Hoje, como naquela época, só existe um motivo pelo qual escolhemos homenagear uma canção, seu autor ou seu intérprete: o amor. Nestes tempos difíceis, em que o ódio reina, eu canto para colocar a música no centro”, afirmou Pausini.
Segundo a artista italiana, “cantamos para expressar um sentimento poderoso”. “Aceitamos dar um passo atrás como autores, para dar um passo gigantesco à frente como seres humanos. Fazemos isso por uma razão verdadeira e visceral: defender aquilo em que acreditamos.” Por essa razão, Pausini enfatiza que neste álbum se sente como “Joana d’Arc, sem armadura, mas com um microfone na mão, porque quando a música chama”, ela atende.
A italiana ainda se diz “pronta para defender destemidamente” tudo o que ama e que acredita nas canções: “Acredito na música, que deve ser protegida por aqueles que vivem para ela. A música pode ser criticada, julgada, incompreendida, subestimada, mas nós, artistas, estamos aqui para protegê-la. Somos um exército desarmado, armado apenas com a beleza da arte, que continua sendo a arma mais revolucionária de todas”.
Além disso, Pausini reforçou que “a vida nos leva a descobrir muitas coisas, algumas belas, outras difíceis de aceitar, palavras e julgamentos que não reconhecemos e que nos machucam, e quando percebemos que precisamos nos defender, é doloroso, mas temos que fazer isso encontrando um caminho sem ferir aqueles que nos machucam”. “Eu faço isso com a música”, concluiu.
Isso ocorre como em “Io canto 2”, cujo repertório vai da adaptação em português de Ana Carolina de “La mia storia tra le dita” à versão francesa de “Due vite” de Marco Mengoni, chamada “La Dernière chanson”, cantada com Julien Lieb; passa por um dueto com Annalisa na melodia “Ma Che Freddo Fa”, de Nada; pelas versões em alemão, português e inglês de “Il cielo in uma stanza”, de Gino Paoli; e chega a uma homenagem a Madonna com “La isla bonita”.
Entre as canções, que abrangem o período de 1960 a 2023, também estão “Felicità”, em que Laura divide os vocais com Lucio Dalla, e “16 Marzo”, com Achille Lauro.



