
Os pesquisadores da Instituição Scripps de Oceanografia das Universidades da Califórnia e de Miami, e de Tele-detecção Europa, uma empresa desmembrada do Politécnico de Milão, associaram medições de GPS com as de satélites que usam a tecnologia Insar para verificar eventuais alterações: a análise mostra que, em média, a cidade afunda entre 1 e 2 milímetros por ano, enquanto as ilhas da laguna abaixam de 2 a 3 mm no norte e de 3 a 4 mm no sul.
Nesse ritmo, explica o artigo, em 20 anos toda a região deve afundar aproximadamente 8 centímetros.
"A combinação de medições de GPS e satélite captou as movimentações dos últimos 10 anos com uma precisão impossível de se conseguir com apenas um deles, explicou Shimon Wdowinski da Universidade de Miami. O deslocamento é mínimo, mas significativo".
De acordo com o estudo, além do movimento vertical, a área da laguna se move para o leste em um ritmo de 1-2 milímetros por ano: "A movimentação atual se deve provavelmente a causas naturais que impactaram nessa área por muitos séculos, disse o autor principal do estudo, Yehuda Bock. O componente principal é tectônico, com a placa do Adriático que está deslizando sob os Apeninos, embora a compactação dos sedimentos debaixo da cidade continua a ser um fator importante".




