
Cidades italianas enfrentaram a paralisação com a primeira grande greve de taxistas de 2026, que atingiu praticamente todo o país, do norte ao sul da península, com exceção da Úmbria.
A mobilização envolveu profissionais ligados a cerca de 20 sindicatos. Os taxistas protestam contra o governo e a crescente entrada de multinacionais no setor, como a Uber.
As organizações que aderiram à greve reivindicam “regras claras” para as plataformas digitais, limites ao “poder excessivo dos algoritmos”, a conclusão dos decretos de implementação da lei contra o transporte ilegal e a defesa do serviço de táxi como um serviço público local.
A Uiltrasporti afirma que o setor aguarda desde 2019 a regulamentação prometida. “O silêncio das instituições diante da entrada agressiva de multinacionais no setor não é mais tolerável”, denuncia o sindicato, alertando que qualidade e segurança “não podem ser confiadas a aplicativos sem supervisão pública”.
A Confederação-Geral Italiana do Trabalho (CGIL) também faz duras críticas ao governo da premiê Giorgia Meloni. Para o coordenador nacional da Unica Taxi CGIL, Nicola Di Giacobbe, a greve é “contra um governo que não cumpriu suas promessas”.



