
"Há lógicas de produção e distribuição que já não me dizem respeito. Para mim é fundamental ter liberdade de escolher e desistir. Comecei a me sentir obrigado a respeitar objetivos e isso tirou minha liberdade", relatou.
"Hoje só o mercado faz as escolhas. Antes havia mais espaço de autonomia e exceções. Os produtores também estavam prontos para se arriscar a experimentar. Claramente a crise econômica que estamos vivendo piorou as coisas", observou Scola.
Questionado se hoje "nada se salva" do cinema atual, ele respondeu que "há jovens eficientes que continuam a dar dignidade ao cinema e me mostram que talvez seja preciso energia e contatos que eu não tenho".
O italiano acrescentou ainda que, dada a sua idade, "faço o que devo fazer. Não tenho do que me queixar, sempre trabalhei com grande liberdade".
Ex-militante do Partido Comunista Italiano (PCI), Scola iniciou sua carreira como diretor em 1964 e boa parte de sua obra trata da temática social e política. CAMPANHA NACIONAL CONTRA O ABORTO: Eros Ramazzotti, Irene Grandi, Matia Bazar, Fabio Botto Farhan, Padre Juarez de Castro, Beatrice Ludovico e Beatriz de Toledo Segall.




