Os corpos de dois dos quatro italianos mortos durante um mergulho nas Maldivas foram recuperados, informou a mídia estatal, enquanto os esforços continuam para resgatar os restos mortais dos últimos dois.
Os cinco turistas italianos, cujos corpos só foram localizados em uma caverna subaquática, perderam a vida após uma atividade de mergulho no Atol Vaavu.
da mergulhadora Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, do biólogo marinho Federico Gualtieri e da pesquisadora Muriel Oddenino foram localizados em uma caverna próxima ao Atol Vaavu. A quinta vítima, o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, teve o corpo recuperado ainda na sexta passada.
Informações preliminares apontam que os dois corpos recuperados são de Montefalcone e Gualtieri.
Segundo as autoridades locais, as outras duas vítimas devem ser retiradas da caverna submarina em uma nova operação na próxima quarta-feira (20).
Em entrevista à emissora italiana Rainews24, o porta-voz do governo das Maldivas, Mohammed Hussain Sharif, explicou que os corpos foram encontrados juntos, no chamado “terceiro setor” da caverna onde ocorreu o acidente. “Talvez os outros dois sejam recuperados amanhã”, afirmou Sharif.
De acordo com ele, a operação envolve mergulhadores finlandeses especializados, além da Guarda Costeira e da polícia local.
Especialistas da fundação DAN Europe também participam diretamente do trabalho de recuperação.
“O plano é trabalhar com mergulhadores finlandeses, a Guarda Costeira e a polícia para trazê-los à superfície. Especialistas da DAN Europe estão entrando nas cavernas”, explicou o porta-voz.
Sharif explicou ainda que mergulhadores da Guarda Costeira serão responsáveis por transportar os corpos de cerca de 30 metros para 7 metros de profundidade, etapa considerada crucial antes da retirada completa para a superfície.
As autoridades maldivas também investigam possíveis irregularidades envolvendo a expedição. Sharif afirmou que os investigadores analisam a documentação da operação e suspeitam que nem todas as licenças exigidas estivessem válidas.
“O que tentamos verificar foram as licenças: talvez nem todas as licenças válidas estivessem disponíveis, e é por isso que as autoridades pediram às embarcações que suspendessem todas as operações para que pudessem continuar a investigação”, declarou.
A vice-presidente e CEO da DAN Europe, Laura Marroni, destacou a complexidade extrema do mergulho em cavernas nas Maldivas.
Em declaração à Rainews24, ela explicou que as condições do local tornam a operação particularmente arriscada.
“Dentro da caverna, a profundidade aumenta ainda mais e, quando se lida com espaços obstruídos, escuridão e a possibilidade de baixa visibilidade, as operações tornam-se claramente complexas”, afirmou.
Marroni ressaltou ainda que a prioridade absoluta da equipe é garantir a segurança dos próprios socorristas.
“Para nós, a segurança é a prioridade número um. Estamos confiantes de que enviamos profissionais altamente qualificados que priorizam a segurança dos socorristas acima de tudo”, concluiu.




