
Colombo indicou que "estas cifras preocupantes" revelam que a imigração de países em desenvolvimento onde essa cultura é comum não foi acompanhada por uma integração dos imigrantes à sociedade italiana.
Segundo as investigações do Instituto Piepoli, acrescentou Colombo, "na Itália vivem cerca de 110 mil mulheres procedentes de países onde se pratica essa incisão". E são em torno de 35 mil as imigrantes que foram vítimas de mutilações genitais.
Nos países mais avançados "o problema não é de legislação, mas de integração rigorosa", até porque "as comunidades de imigrantes são as mais conservadoras também no que se refere às tradições mais nefastas", observou a vice-presidente do Senado da Itália, Emma Bonino.
De acordo com Tiziana Zannini, do Ministério para a Igualdade de Oportunidades, já está sendo realizado no país europeu um trabalho de "sensibilização", que tem, no momento, aproximadamente "21 projetos" implementados pelo governo.
A prática da mutilação genital feminina afeta aproximadamente três milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, sendo mais elevada em países como Egito, Sudão e Mali, onde a taxa desses procedimentos supera os 90%. (ANSA)




