
De acordo com o Istat, essa queda nos nascimentos se deve à diminuição dos nascidos de ambos os pais italianos (25 mil a menos em dois anos), enquanto os nascidos de pelo menos um pai estrangeiro continuam a aumentar, embora em um ritmo mais lento: em média cinco mil crianças a mais em 2009 e 2010, a metade do aumento verificado em 2008.
Os nascidos de [ambos os] pais estrangeiros superaram os 77 mil em 2009 e os 78 mil em 2010, pouco menos de 14% do total de nascimentos. Se a estes se somam também os nascidos de casais mistos se chega a 102 mil nascimentos de pelo menos um dos pais estrangeiros em 2009 e 107 mil em 2010 (respectivamente 18% e 19% do total).
O relatório do Istat também revela que as mulheres se tornam mães cada vez mais tarde: mais de 6% dos recém-nascidos têm mães com pelo menos 40 anos, enquanto continua o declínio dos nascidos de mães com menos de 25 anos (11,1% do total).
O que apresenta um aumento crescente é o número de nascimentos fora do casamento, que em 2010 ultrapassaram os 134 mil (23,6% na média nacional). No centro-norte do país, em particular, os nascidos de pais não casados são cerca de um em quatro e chegam a roçar os 30% em muitas regiões da Itália.
O número médio de filhos por mulher registrou um retrocesso nos últimos dois anos se comparado à lenta, porém progressiva recuperação que iniciou em meados dos anos 90 (1995 foi o ano da menor taxa de fertilidade, com 1,19 filhos por mulher).
De acordo com as estimativas mais recentes, as mulheres residentes na Itália têm em média 1,41 filhos, com valores equivalentes a 1,31 filhos para as cidadãs italianas e 2,23 para as estrangeiras.




