
O governo do Reino Unido está em negociações com países da União Europeia para enviar uma força militar à Groelândia e aliviar os supostos temores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a segurança no Ártico.
O republicano tem usado uma alegada presença de embarcações militares de China e Rússia na região para justificar os planos de anexar a ilha, um território autônomo rico em minérios e que pertence à Dinamarca.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, funcionários do Reino Unido se reuniram nos últimos dias com suas contrapartes de países como Alemanha e França para dar início aos preparativos.
Os planos, ainda em estágio inicial, podem envolver o deslocamento de soldados, navios de guerra e aviões britânicos para proteger a Groenlândia contra China e Rússia. Com isso, os líderes europeus esperam convencer Trump a abandonar a ambição de anexar a ilha.
O destino do território voltou aos holofotes após a operação americana que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e o governo dos EUA estuda até oferecer pelo menos US$ 100 mil por habitante para “comprar” a Groenlândia.
Na semana passada, líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto no qual ressaltam que cabe apenas à Dinamarca e à Groenlândia “decidir sobre assuntos que dizem respeito” à ilha, além de defender a “soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras”.
O documento é assinado pela premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e pelos primeiros-ministros da Itália, Giorgia Meloni, do Reino Unido, Keir Starmer, da Espanha, Pedro Sánchez, e da Polônia, Donald Tusk.



