A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram um encontro de “esclarecimento” à margem do jantar dos líderes do G7 em Évian-les-Bains, na França.
De acordo com fontes diplomáticas italianas, o diálogo não teve “piadas nem brincadeiras” e foi um “útil intercâmbio” para alinhar posições.
No encontro, Meloni reafirmou “o princípio da unidade do Ocidente, que é absolutamente necessário neste momento de grandes crises internacionais”.
As fontes indicaram que haverá outras oportunidades de aprofundar a conversa até o fim da cúpula e que a premiê não pediu ao presidente “nenhum sinal”, do ponto de vista da comunicação, após as críticas feitas por ele em abril passado.
O diálogo ocorreu após semanas de tensões entre os líderes, motivadas principalmente pela guerra de EUA e Israel contra o Irã e pelos ataques de Trump ao papa Leão XIV.
Meloni classificou o conflito como violação do direito internacional e negou o uso de uma base americana na Sicília para operações militares no Oriente Médio.
Além disso, chamou de “inaceitáveis” as críticas do presidente ao pontífice.
Em resposta, Trump disse estar “chocado” com a postura da primeira-ministra. “Pensava que ela tivesse coragem, mas me enganei. Ela é muito diferente do que eu imaginava”, afirmou o mandatário em abril passado. O presidente também chamou Meloni de “inaceitável” e a acusou de não se preocupar com o suposto risco de o Irã obter armas nucleares.
Antes disso, a premiê era vista como uma das principais aliadas do republicano na Europa, sobretudo por conta de seu alinhamento ideológico com o presidente dos EUA, que já tinha definido a líder italiana como “fantástica” e uma “inspiração para todos”.




