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Governo italiano mobiliza repatriação de cidadãos em áreas afetadas por guerra contra Irã

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, informou que cerca de 100 mil italianos estão direta ou indiretamente envolvidos nas áreas afetadas pela guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em declaração ao Parlamento, o chanceler italiano reforçou que a força-tarefa criada para o Golfo recebeu cerca de 14 mil ligações e milhares de e-mails de cidadãos buscando assistência.

“A segurança de nossos concidadãos é a prioridade absoluta”, disse.

Até agora, aproximadamente 10 mil italianos foram ajudados a deixar áreas consideradas de risco. O governo também organizou voos fretados especiais em colaboração com o Ministério da Defesa.

Dois voos militares provenientes de Dubai e Abu Dhabi pousaram no aeroporto de Ciampino, na Itália, transportando cerca de 200 cidadãos considerados em situação de vulnerabilidade.

Outros voos estão programados a partir de países do Golfo, com apoio das companhias aéreas ITA Airways e Neos Air. Um deles partiu recentemente das Maldivas com cerca de 320 italianos a bordo, incluindo 60 passageiros vulneráveis.

Para apoiar os repatriados, o Ministério das Relações Exteriores instalou postos de assistência em aeroportos e postos de fronteira estratégicos, com equipes de embaixadas e consulados fornecendo apoio logístico, informações e ajuda emergencial, como acesso a medicamentos essenciais.

Além disso, Tajani reiterou que o principal objetivo da Itália é evitar uma ampliação do conflito. “Estamos incentivando todas as partes a exercerem a máxima contenção e manterem abertos os canais de diálogo com o Irã”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o país considera inaceitável que o Irã desenvolva armas nucleares ou sistemas de mísseis capazes de ameaçar Israel, a região e a Europa.

O vice-premiê italiano também lembrou que, durante encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou o respeito da Itália pelos acordos bilaterais com o governo norte-americano.

Tajani afirmou que a morte do guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alvo de um bombardeio americano e israelense no último sábado (28), pode abrir espaço para “um novo Oriente Médio baseado na paz e no diálogo”.

Por fim, destacou a importância estratégica da região para a economia italiana. Cerca de 40% do comércio marítimo do país passa pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. Por esse motivo, a Itália participa ativamente das missões navais europeias Operação Aspides e Operação Atalanta, destinadas a proteger o tráfego comercial na região.

“O nosso objetivo continua sendo proteger os cidadãos italianos, a estabilidade regional e o sistema econômico nacional”, concluiu Tajani. 

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