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Itália anuncia libertação dos italianos Alberto Trentini e Mario Burlò, presos na Venezuela

O governo da Itália anunciou a libertação do trabalhador humanitário Alberto Trentini e do empresário Mario Burlò, ambos detidos na Venezuela há mais de um ano.

A informação foi divulgada pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que conversou com os dois cidadãos italianos após a soltura.

De acordo com ele, Trentini e Burlò estão em boas condições físicas e já foram levados à embaixada da Itália em Caracas.

“A libertação deles é um sinal forte da presidente interina Delcy Rodríguez, que o governo italiano aprecia muito”, afirmou o chanceler.

Natural de Veneza, Trentini chegou a Caracas em outubro de 2024 para uma missão com a ONG Humanity and Inclusion, voltada ao atendimento humanitário de pessoas com deficiência. Ele foi detido no mês seguinte, enquanto se deslocava da capital venezuelana para Guasdualito.

Trentini estava preso no complexo penitenciário de segurança máxima El Rodeo, em Caracas, sem que acusações formais tivessem sido apresentadas.

Já Burlò, contador e empresário de Turim, foi preso em novembro de 2024, sem motivo aparente, após viajar ao país para explorar novas oportunidades de negócios.

Após o anúncio da libertação, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou “alegria e satisfação” e agradeceu a Rodríguez. Segundo Meloni, um avião já partiu de Roma para trazer os dois cidadãos de volta à Itália.

“Conversei com eles e um avião já partiu de Roma para trazê-los de volta para casa”, afirmou a premiê, destacando ainda seu apreço pela “cooperação construtiva” demonstrada pela liderança interina venezuelana e por “todas as instituições e pessoas na Itália que trabalharam com empenho e discrição para alcançar este importante resultado”.

Entre outros cidadãos italianos libertados recentemente estão o político e jornalista ítalo-venezuelano Biagio Pilieri, que permaneceu preso por 16 meses, e o empresário Luigi Gasperin, de 77 anos, detido em agosto de 2025 sob a acusação de que sua empresa estaria, supostamente, em posse de explosivos.  

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