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Itália rebate ameaça russa e pede “fim de brutal agressão”

Fabio Botto
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O Ministério das Relações Exteriores da Itália rebateu as ameaças feitas pela Rússia em caso da aprovação de novas sanções contra o país por conta da guerra na Ucrânia.

Em nota, a Farnesina informa que “rejeita com firmeza as declarações ameaçadoras do diretor do Departamento Europeu do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexei Paramonov, segundo o qual eventuais novas sanções à Rússia ‘trariam consequências irreversíveis para a Itália’ e convida o ministério russo a agir para a cessão imediata da ilegal e brutal agressão” contra a Ucrânia.

https://www.provincia.biella.it/

Condenando “fortemente” a guerra em andamento, o ministério italiano ainda ressalta que a Itália “com seus parceiros europeus e internacionais continuará a exercitar toda a pressão até que a Rússia volte para o quadro da legalidade internacional”.

A reação da Itália veio após uma entrevista de Paramonov à agência de notícias estatal Ria Novosti, em que o representante da pasta russa fez ataques as inúmeras sanções internacionais aplicadas contra o país por conta da invasão iniciada em 24 de fevereiro.

“As sanções não são uma escolha nossa e não queremos que a lógica do ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, que declarou uma ‘guerra total financeira e econômica’ contra a Rússia, encontrasse seguidores na Itália e provocasse uma série de correspondentes consequências irreversíveis”, disse o russo.

“Esperamos que em Roma, como em outras capitais europeias, volte a si, lembre dos interesses profundos de seus povos, as constantes pacíficas e respeitosas das suas aspirações em política externa”, acrescentou Paramonov.

Para justificar essa parceria, o diretor lembrou do auxílio dado por Moscou para os italianos durante a pandemia de Covid-19, quando o país europeu foi o primeiro a sofrer duramente com a crise sanitário, e citou a ajuda dada a diversos ministérios.

Nesse momento, Paramonov ainda atacou o ministro da Defesa, Lorenzo Guerini. “A propósito, o pedido de assistência por parte da Rússia foi enviado também pelo ministro da Defesa italiano, Lorenzo Guerini, que hoje é um dos principais falcões e inspiradores da campanha anti-Rússia do governo italiano”, acusou.

Após a declaração, o secretário do Partido Democrático, Enrico Letta, sigla governista da qual Guerini faz parte, saiu em defesa do político por meio das suas redes sociais.

https://www.provincia.biella.it/

“O Ministério das Relações Exteriores russo também está transformando o drama da Covid-19 em propaganda de guerra ao atacar com acusações inaceitáveis o ministro Lorenzo Guerini. O nosso apoio está ainda mais convicto e se torna mais legítimo ao duvidar das reais intenções daquelas missões de ajuda sanitária”, escreveu Letta.

Horas após a manifestação da Farnesina, foi a vez do premiê Mario Draghi também falar sobre o tema e classificar as ameaças de “inaceitáveis”.

“Exprimo plena solidariedade ao ministro da Defesa, Lorenzo Guerini, vítima de ataques de parte do governo russo. A comparação entre a invasão da Ucrânia e a crise pandêmica na Itália é particularmente odiosa e inaceitável. O ministro Guerini e as forças armadas estão na linha de frente para defender a segurança e a liberdade dos italianos. A eles, vai o mais profundo agradecimento do governo e meu pessoal”, disse Draghi.

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