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Itália volta a exigir “garantias” ao agro para assinar Mercosul-União Europeia

O governo da Itália reiterou que dará seu aval ao acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia assim que Bruxelas instituir “garantias” para proteger o setor agropecuário do bloco.

A principal demanda de Roma é que o tratado assegure reciprocidade para o agro em matéria de regras fitossanitárias, já que alguns pesticidas proibidos na UE são utilizados amplamente por produtores sul-americanos.

“Se as premissas de garantia para o mundo produtivo que solicitamos forem confirmadas, aprovaremos a assinatura do acordo”, disse o ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, antes de uma reunião ministerial da União Europeia em Bruxelas.

“Não se pode mais fechar acordos em nível internacional que coloquem em discussão o nosso sistema econômico europeu.

Para nós, como sistema exportador, o Mercosul é uma ótima oportunidade, mas não estamos dispostos a sacrificar nenhum setor”, acrescentou Lollobrigida.

A resistência da Itália impediu que o tratado fosse votado na UE em dezembro e assinado pelos dois blocos na cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, no dia 20 do mês passado.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a ameaçar desistir do pacto comercial, porém abrandou o tom após uma conversa com a premiê italiana, Giorgia Meloni, que disse estar comprometida com o acordo e que precisava de apenas algumas semanas para convencer os agricultores de seu país.

Um eventual aval de Roma deve ser suficiente para garantir a aprovação do texto na UE, ainda que a França mantenha sua oposição. “Estamos muito confiantes que agora a Itália aprovará o Mercosul”, disse um porta-voz do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em coletiva de imprensa.

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