
"Não escondemos um certo amargor em relação às motivações adotadas pela magistrada. Mais uma vez se perdeu a ocasião de apurar a verdadeira causa desse homicídio", disse Stefano Maccioni, advogado de Guido Mazzon, primo do cineasta.
A investigação havia sido reaberta depois de uma denúncia apresentada pelo próprio parente de Pasolini em 2010. O diretor foi encontrado morto no dia 2 de novembro de 1975, em Ostia, a poucos quilômetros de Roma, após ter sido espancado e atropelado várias vezes pelo seu próprio carro.
O único condenado pelo crime é o ex-garoto de programa Giuseppe Pelosi – então menor de idade -, que já cumpriu pena de nove anos e sete meses de prisão. Na época, ele disse que matara o cineasta durante um encontro sexual frustrado. Contudo, recentemente, mudou sua versão e se eximiu de qualquer culpa, afirmando que Pasolini fora assassinado por outras três pessoas.
No entanto, Pelosi nunca deu nenhuma pista que permitisse a identificação dos supostos criminosos.




