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Notícias

Líderes da União Europeia visitam Ucrânia no 4º aniversário de invasão russa

Fabio Botto
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Lideranças da União Europeia viajaram a Kiev para prestar solidariedade à Ucrânia no dia que marca o quarto aniversário do início da invasão em larga escala promovida pela Rússia.

A comitiva encabeçada pelos presidentes Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e António Costa (Conselho Europeu) também inclui os mandatários da Finlândia, Alexander Stubb, e da Lituânia, Gitanas Nauseda, e os primeiros-ministros Andrej Plenkovic (Croácia), Mette Frederiksen (Dinamarca), Kristen Michal (Estônia), Evika Silina (Letônia) e Ulf Kristersson (Suécia).

https://www.provincia.biella.it/

Os primeiros-ministros da Islândia, Kristrún Frostadóttir, e da Noruega, Jonas Gahr Store, que não fazem parte da UE, também foram à capital ucraniana. “Estou em Kiev pela 10ª vez desde o início da guerra. Para reiterar que a Europa está com a Ucrânia, financeiramente, militarmente e nesse inverno rígido. Para sublinhar nosso empenho constante na justa luta ucraniana. E para enviar uma mensagem clara tanto ao povo da Ucrânia quanto ao agressor: não nos renderemos enquanto a paz não for restabelecida”, disse Von der Leyen no X.

A alemã ainda assinou uma nota conjunta com Costa e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmando que a Rússia “não alcançou seus objetivos militares” e, ao “não conseguir avançar no campo de batalha, mira deliberadamente civis e infraestruturas críticas”.

“A guerra de desgaste de Putin está enfraquecendo progressivamente a Rússia, e estamos determinados a aumentar ainda mais a pressão para que Moscou cesse sua agressão e se engaje em negociações significativas rumo à paz”, ressaltaram os representantes europeus.

A União Europeia, no entanto, ainda tenta resolver divergências internas para manter a ajuda a Kiev, após a Hungria, governada pelo premiê de extrema direita Viktor Orbán, ter vetado um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, financiado pela emissão de dívida por parte da Comissão Europeia.

O impasse ocorre dois meses depois de a própria Hungria ter concordado com a medida, desde que não participasse dela, assim como Eslováquia e República Tcheca. “É absolutamente inaceitável que um Estado-membro não respeite o que foi acordado no Conselho Europeu. Conto que todos os 27 Estados-membros manterão os compromissos assumidos. Teremos esse empréstimo cedo ou tarde”, declarou Costa durante a viagem de trem a Kiev, em conversa com um restrito grupo de veículos de imprensa, incluindo a ANSA.

Enquanto isso, a Ucrânia também recebeu a solidariedade de outros líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, que definiu a guerra como um “fracasso militar, econômico e estratégico” para a Rússia, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que disse que o destino ucraniano está ligado ao da Europa. “Apenas com uma força comum poderemos colocar fim a esse pesadelo”, salientou o alemão.

Já o governo do Reino Unido anunciou um novo pacote de sanções contra Moscou, mirando empresas e indivíduos do setor de energia e petróleo e o fornecimento de equipamentos militares.

https://www.provincia.biella.it/

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